[os pássaros cantam com morte nas asas, como se prenunciassem o fim de um algo que não nos é permitido ver. os pássaros cantam infelizes pelos finais de todos os dias, pelos finais de todas as noites, levados pelo vento até os começos de novos fins. eu sinto em suas vozes de pássaros, em seus pios, seus vôos, há neles uma melancolia sutil de quem passeia pelos muitos mundos presenciando os caminhos sem rumo, circulares e labirínticos, de quem - na terra - não tem pra onde voar.]
Tirando o pó: Roteiro e A Arte de Narrar
48 minutos atrás